Educação brasileira no Japão (1)

Nunca duvide que um pequeno grupo de cidadãos prestativos e responsáveis possa mudar o mundo. Na verdade, é assim que tem acontecido sempre. – Margaret Mead, antropóloga social norte-americana, citada em “Zeitgeist – Moving Foward (2011)

Reunião teve foco nos problemas das escolas brasileiras; as questões de cada família estão sendo levantadas para conversa agendada com o dono de uma instituição na cidade de Hekinan

Após a reunião as mães deixaram o local com esperança renovada.

“Nós somos o povo. E a associação será o elo das famílias brasileiras com as instituições já existentes e os serviços oferecidos, já que elas não contam com a participação da comunidade”, afirma o coordenador do projeto Maurício Nakasato, de Handa, com mais de dez anos de experiência em liderança comunitária.

O salão do Akiba Koen, na cidade de Anjo (Aichi), recebeu neste domingo (7) uma reunião da Associação de Moradores de Aichi (AMA) de mães com problemas em escolas brasileiras. Recentemente criada, a associação tem como diferencial o fato de ser formada por brasileiros que trabalham em fábricas.

Na primeira parte o coordenador Maurício enumerou as principais questões que entravam o desenvolvimento dos brasileiros na sociedade japonesa, que são a educação dos filhos, o aprendizado da língua japonesa e a dificuldade em entender documentos.

“A maioria dos descendentes veio ao Japão muito cedo, sem terminar os estudos”, diz Cláudia Inoue, que reservou o local para a reunião. Para ela, parte dos problemas enfrentados pelos decasséguis teve origem no Brasil.

“Um dos objetivos é fazer os brasileiros verem a importância que os japoneses dão a nós. Não adianta criticar, nós vamos conquistar as coisas com união”, sintetiza Maurício.
Após apresentação do estatuto provisório da AMA, a reunião girou em torno de problemas de mães em escolas brasileiras, definidas como “miscellaneous schools”.

“A Associação quer falar em nome desses pais, estimulando o diálogo entre as partes envolvidas”, diz o coordenador.

Num dos casos, a mãe que prefere não se identificar reclama da professora de seu filho, que não o elogiou por ter entregue o trabalho escolar na data combinada. Pelo contrário, de exemplo, o aluno passou a “vilão”, já que apenas dois estudantes entregaram o trabalho no dia certo. Por este motivo, a professora decidiu não aceitar os dois únicos trabalhos.

O dono da escola resolveu conversar com o coordenador da AMA, após Maurício ter sugerido levantar as questões de cada cada aluno, pesquisando entre os membros da associação.

A província de Aichi é o endereço de mais de 50 mil brasileiros e a associação almeja alcançar pelo menos 250 famílias com participação ativa. Além da Educação, outras áreas terão projetos como assessoria trabalhista, jurídica, traduções, esportes e cultura.

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