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Yamato Damashii: o Espírito Japonês

img_0Inazo Nitobe nasceu em Morioka, Japão, em 1862. Foi terceiro filho de Jujiro Nitobe, que pertencia a uma família de Samurais.

Na época do seu nascimento, chegava ao fim a era clássica dos Samurais, guerreiros japoneses a serviço de um senhor feudal, que formavam uma casta militar.

Logo após graduar-se na escola de Agricultura da cidade japonesa de Sapporo, capital da ilha de Hokkaido, às margens do rio Ishikari, realizou viagem de estudos aos Estados Unidos e Alemanha, sendo um dos primeiros japoneses a estudar no Ocidente.

Unindo filosofias e maneiras de ver o mundo do Oriente e do Ocidente, Inazo Nitobe tornou-se uma ponte entre essas duas culturas, sabendo vivenciar o que havia de melhor em cada uma delas. Em sua época, foi um dos mais conhecidos escritores japoneses no Ocidente.

De volta ao Japão, foi professor na Universidade de Tóquio, dedicando-se à modernização da sociedade japonesa, principalmente na implantação de universidades femininas e na integração do Japão com o Ocidente. Muitos de seus alunos tornaram-se figuras proeminentes na sociedade japonesa.

Inazo Nitobe foi Secretário Geral da Liga das Nações, em Genebra, Suíça. Representou o Japão na Conferência de Banff, em 1933, no Canadá. mas adoeceu, vindo a falecer logo depois. Seu livro, Bushido – Alma de Samurai, foi sua maior contribuição ao entendimento do pensamento e da filosofia do Japão.

Os Samurais foram a classe de guerreiros mais famosa do mundo, existindo ininterruptamente por um período de quase 700 anos. No Japão feudal, eram submetidos a um sistema de regras precisas, que culminou no Bushido, código de honra e de disciplina militar, em vigor durante séculos.

O termo Bushido (caminho do guerreiro) só passou a ser usado, verdadeiramente a partir do século XVI. Esse código de honra que preconizava, além da submissão total ao daimyo (senho feudal), a justiça e caridade para com os fracos e os oprimidos, princípios análogos aos da Cavalaria medieval europeia, data do período Kamakura (1192-1333).

O conteúdo filosófico do Bushido sofreu influência das ideias zen-budistas, confucionistas e xintoístas.

Não era a força bruta que tornava esses guerreiros tão incomparáveis e eficientes. Era a filosofia Zen que harmoniza o corpo, a mente e o espírito, fazendo com que a Arte Marcial fosse encarada como um caminho à iluminação, à ética e à sabedoria.

Entretanto, o Samurai além da ética a toda prova, a fidelidade aos objetivos assumidos consigo e com os ideais que jurou defender, deveria ter o máximo de destreza e perfeição no manejo das armas e das técnicas militares que envolvem a próprio corpo.

Estas combinações produziram Mestres das Artes Marciais que eram os melhores guerreiros mas também poetas, calígrafos, pintores, enfim, artistas que conseguiam expressar toda sua sensibilidade.

[do livro Bushido-Alma de Samurai (Tahyu)]

 

Quem quer o Japão no TPP?

Tevê NHK mostra cartaz de protesto em Okinawa
A mídia mostra insatisfação dos okinawanos com a presença norte-americana em seu arquipélago. Entre os manifestantes, no entanto, as opiniões divergem. (Imagem: Reuters)

Jornalista conservador, em 1974, Gary Allen denunciou em seu livro-dossiê “The Rockefeller File” o que seria a elite ao redor da super rica dinastia Rockefeller, na época dos irmãos John D. e o vice-presidente dos EUA, Nelson Rockefeller. O Conselho de Relações Exteriores, Council on Foreigner Relations (CFN, na sigla em Inglês) é uma organização baseada em Nova Iorque, atualmente chamado de “think tank”, com site na internet e influência total na mídia de massa ao redor do mundo.

O Conselho dividiu o mundo para controlar as duas partes. E, não é de agora, planeja internacionalizá-lo, criando o governo mundial. Mas para esse plano ter sucesso, as barreiras econômicas, fronteiras políticas, diferenças culturais, além dos sentimentos nacionais de cada povo precisam ser enfraquecidos. É por isso que a mídia mundial, depois da 2ªGM, passou a demonizar todo tipo de nacionalismo, identificando-os com a o Terceiro Reich, a Alemanha de Adolf Hitler.

Na Ásia, com uma guerra ocorrendo na península coreana, a Guerra da Coreia em 1950, e o país sob custódia do quartel general das forças de ocupação (general head quarter, GHQ na sigla em Inglês), o Japão viveu anos decisivos de 1945 até 1952. Conhecido pelo “milagre econômico”, o período pós-guerra ainda tem questões a serem resolvidas entre o governo da sociedade japonesa e os países que participaram da ocupação.

No “sengo“, ou seja, pós-guerra, três gerações de japoneses foram submetidas à propaganda utilizada para que o plano de internacionalização fosse bem sucedido no país.  O modo como o Japão mudou é conhecido de milhares de brasileiros com ascendência japonesa residentes no arquipélago. O comportamento do povo mudou em relação ao tempo em que seus avós foram educados.

Mal entendimento da própria História, desinteresse em política, suicídios, adoração pelo mundo e padrões ocidentais. São indícios de perda da identidade nacional japonesa, conceito que sua mídia principal, rede estatal NHK, relaciona com nacionalismo, como visto, um sentimento contrário aos interesses do almejado governo mundial.

Foi nesse contexto que o gabinete do primeiro-ministro eleito em dezembro de 2012, Shinzo Abe do Partido Liberal Democrata (PLD), partido no poder na maior parte do período pós-guerra que, pela primeira vez num feriado de Golden Week foi instituído o dia da lembrança da restauração da soberania nacional (Shuken Kaifuku Kinen Bi), 28 de Abril.

A maior cartada contra o governo mundial, em defesa das liberdades e tradições nacionais de cada povo deve ser dada do âmbito da Organização Mundial do Comércio. O premiê Shinzo Abe já concordou em participar das conversações sobre o tratado de livre comércio TPP (Trans-Pacific Partnership), a partir do qual, outra vez fatores externos podem levar à mudanças forçadas dentro do Japão.

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