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Solidariedade ao Nepal no Japão

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Fonte: Sansar Nepal (2015)

No teto do mundo o Sol é intenso. E eles estão sem sombras.


Pessoas que continuam motivadas em ajudar as vítimas do
terremoto que atingiu o Nepal podem fazer doação de fundos que serão enviados a voluntários no país. Com experiência
em campanhas solidárias, Lenita Alves está divulgando a iniciativa de Arju Gurung, seu ex-companheiro de fábrica, que voltou ao Nepal para iniciar as atividades como professor de Língua Japonesa.

“Ação!”, exclama Inca Kamiunten, que apoia esta campanha de apoio a partir do Japão. “Não é ter pena. É enviar energia que vai fazer bem para eles. Imagina como está o coração de quem, de um momento para outro, perdeu tudo. Sabemos que pode acontecer aqui a
qualquer momento e agindo positivamente e sem temor, cosmicamente neutralizamos o perigo”, diz a terapeuta.

Quase dois meses após o abalo sísmico magnitude 7.3 em 25 de Abril, com epicentro em Lamjung, entre Kathmandu e Pokhara. O tremor ficou conhecido como terremoto Gorkha, causou mais de 8.800 mortos e deixou 23 mil feridos. Devido à infraestrutura precária do país dos Himalaias, a ajuda humanitária tardou a chegar às centenas de milhares de desabrigados.

No dia 30 de Maio a organização sem fins lucrativos ABC Japan enviou uma tonelada de provisões para atender a urgência das vítimas que perderam seu teto.

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O comprometimento dos nepaleses residentes no país Japão é
contagiante. Nas ruas do distrito de Sakae, em Nagoia, eles são
vistos com sua bandeira a angariar fundos para seu país. Em Tokai, o grupo coordenado por Lokhnath Ariyal, chef de um restaurante, arrecadou 550 mil ienes, enviados no dia 1º de Junho.

Desta vez, atendendo ao pedido Arju Gurung da escola de Língua Japonesa PEN Edutech Network, baseada em Pokhara, brasileiros e nepaleses unem forças no Japão numa nova campanha em prol das atividades dos jovens voluntários.

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Eles viajam longos percursos em caminhões carregados, para chegar aos vilarejos mais afastados. As fotos mostram o grupo entregando mantimentos em uma localidade próxima ao Parque Nacional de Langtang, no distrito de Rasuwa.

“Esta foi uma dura jornada. Mas preferimos agir do que esperar as agências governamentais. As vítimas estão em vilarejos remotos nas montanhas, onde o acesso é difícil”, relata a página da ONG Sansar Nepal no Facebook.

Eles trabalham incansavelmente. Após organizar um inventário e comprar os alimentos mais convenientes, embalam devidamente para o transporte e distribuição. O trabalho continua noite adentro até o amanhecer.

No dia três de Junho, o grupo de Gurung e nove voluntários deixa Pokhara às cinco da manhã e viaja sentido leste, em direção à Rasuwa, na região central do Nepal. Após 193 quilômetros trilhados em doze horas, o grupo chegou a Dhaibung ao pôr-do-Sol. Lidando com ausência de luz elétrica e difícil acesso, os dez jovens nepaleses então, começaram a distribuir mantimentos entre os moradores, uma vez mais, até tarde da noite.

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No dia seguinte, novamente às cinco da manhã, o grupo já está preparado para outra tarefa. São cinco horas até o próximo vilarejo. “A dificuldade não está na distância e sim na altitude. O caminhão perpassa lentamente através de caminhos sinuosos, estreitos, muitas vezes sem estradas pavimentadas e, devido ao tremor
recente, com risco agravado de deslizamento.

“Outras doze horas sobre quatro rodas até retornarem à Pokhara. Foram aproximadamente cinco toneladas de provisões
e mantimentos distribuídas entre 225 famílias, beneficiando cerca de 1.220 pessoas.

É um exemplo de determinação e perseverança em ajudar pessoas em necessidade. Foi uma jornada inspiradora e repleta de calor humano. Eles nos dão esperança de que o Nepal vai se levantar das ruínas deste terremoto. Diferenças políticas, disputas religiosas, castas, etc., serão deixadas de lado pela felicidade de seus compatriotas”, reporta a página da ONG.

Ajude os nepeleses a continuar trabalhando por sua nação, doe a quantia que desejar, fazendo depósito no caixa eletrônico do Japan Post Bank. Agência: 12130. Conta: 84391541. Beneficiário: Limbu Surya Bahadoru (リンブ スリア バハドウル) do Peace and Harmony Group Japan, Toyota.

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Nove Atitudes para o Fim Das Empreiteiras no Japão

Ao longo de 25 anos de experiência trabalhando e vivendo no Japão, existem poucos brasileiros que não foram, consciente ou inconcientemente, explorados por empreiteiras, empresas de envio de material humano às companhias japonesas. Tolos concluem tratar-se de um “mal necessário”. Enquanto acomodados optam pela facilidade da renda temporária em detrimento de direitos prescritos na lei de direitos do trabalhador do país.

Assim como africanos que vendiam seus conterrâneos aos mercadores europeus e índios que guiavam expedições colonização território adentro, as empreiteiras dos nikkeis do Japão aproveitam-se da falta de conhecimento de seus pares. Exploram. Ganham dinheiro dentro de um escritório enquanto mandam brasileiros sentirem dor, ficarem expostos à condições de trabalho ruins e acidentes fatais. Exemplos assim não devem ser seguidos. As empreiteiras estão com os dias contados.

Neste artigo enumero nove atitudes de brasileiros no Japão que são na verdade o caminho para a independência do sistema “haken”. Muitos conterrâneos já estão seguindo este “guia” natural, que ora esboço de forma simplificada.

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1. “Nihongo”
O domínio da Língua Japonesa é uma condição sine qua non, absolutamente imprescindível. O ideal é vir ao Japão sabendo conversar, ler e escrever.

Se já estiver aqui, busque incessantemente por este conhecimento. Lhe será útil para encontrar emprego sozinho, sem depender dos funcionários das empreiteiras que, afinal, prestam serviço à empresas que escondem as leis, e lucram duas vezes às custas dos trabalhadores: no prêmio por apresentação e na negociação do salário por hora. Muitas fábricas pagariam mais se não fosse a comissão dessas empresas intermediadoras.

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2. Leis: Informe-se, Leia, Pesquise 

Após chegar ao nível intermediário da Língua Japonesa, não é difícil consultar um manual de leis trabalhistas, que pode ser encontrado em qualquer livraria. Num site de busca, procure por Roudou Houritsu, em Kanji: 労働法律.

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3. Constitua uma Família Japonesa
Com Japonês fluente e bem informado, o brasileiro solteiro que pretende não ser apenas outro ignorante útil aos donos das empreiteiras deve procurar namorada e casar com japonesa. Integrando-se à família e à sociedade da esposa, o próximo passo para a independência total será dado com mais facilidade. Além de aprender com o coração, com o casamento e o nascimento dos filhos, a admiração dos japoneses por suas conquistas irá abrir-lhe bons caminhos.

Ou uma família Brasileira. E para o bem deles, evite ficar pendurado nos apartamentos facilitados pelas empresas de envio de material humano – Jinzai Hakken Gaisha. Procure apartamento próprio em imobiliárias ou, ao invés do aluguel, pague as parcelas da sua própria casa.

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4. Torne-se “Seishain”

Atualmente muitas companhias japonesas aceitam brasileiros que estudaram no Japão para o seu quadro de funcionários vitalícios, com empregos garantidos por tempo indeterminado, por toda uma vida se assim desejaram. Com direito a bônus e aumento salarial o que torna a renda anual muito superior a de um funcionário contrato através de empreiteira, comumente chamado de “haken-shain”.

Kamimaezu5. Mergulhe na Cultura Japonesa
O escritor Andrew Horvat, autor do livro “Japanese Beyond Words: How To Talk And Walk Like A Native Speaker”, conclui seu raciocínio sobre os hábitos de um estrangeiro integrado ao mercado de trabalho do país asiático sublinhando sua visão estereotipada dos japoneses: uma vez estrangeiro, sempre estrangeiro. No entanto, existem diversos níveis de aceitação, que variam de acordo com o nível sócio-cultural dos nativos. As chances de sucesso de um estrangeiro são cada vez maiores, à medida em que crianças não nascem e adultos envelhecem.

 

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6. Naturalize-se
A lista de documentos não é curta, precisam ser recentes. O processo é demorado e há ainda teste de proficiência mínima na Língua Japonesa. Mas ser oficialmente um cidadão japonês faz muita diferença na hora de procurar um bom emprego. Direito a bônus e contrato vitalício vão garantir prosperidade à sua família.

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7. Contato constante com amigos japoneses
Esteja sempre vivo na memória dos amigos japoneses. Como é de conhecimento de todos, o Japão sofre com mão-de-obra escassa. Não apenas para trabalhos sujos, pesados e perigosos, mas em todas as áreas. Mantenha sua network em boa sintonia e nunca lhe faltará trabalho.

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8. Rompimento com o Gueto Brasileiro
Talvez a atitude mais difícil de tomar. Após duas décadas e meia de história brasileira no Japão, famílias inteiras cultivaram os hábitos que sacrificaram o chefe da casa. Árduo trabalho, cervejinha com os amigos, churrasco, Natal, baladas para os jovens, eventos da comunidade, mídia comunitária, assinatura da canais da TV brasileira e outras comodidades mantiveram os brasileiros acomodados. Um transe do qual a segunda e terceira gerações nascidas no arquipélago vão, infalivelmente, acordar.

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9. Empreender é melhor do que ser empregado
Quem não tem um plano próprio acaba sendo usado no projeto de quem tem. O mais importante na sua estadia neste país organizado e criativo é observar. Vamos usufruir da experiência acumulada pelo povo que absorveu conhecimento do mundo inteiro para construir esta imponente nação. Todo dia é possível aprender uma ou duas lições que serão o seu diferencial competitivo no retorno ao Brasil. É possível, ainda, abrir uma empresa no Japão, de forma simples e rápida.

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Trending in Japan: ROKK FESTIVAL with Israeli DJ Astrix

[VIDEO] Organised with excellence by experienced Japanese DJ Yuya (NECOROKK RECORDS),  Summer’s rave times has just came back to the central region of Japan at this World Cup year of 2014.

Surrounded by green mountains where psychodelic patterns  are projected by laser canons, mountain resort Hachitaki Weedland, in Gifu Province has shelter a rave for hundreds of people of all ages from Saturday to Sunday, last June, 15th.

Check it out watching the video below:

Três senadores filipinos presos por corrupção

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Três senadores filipinos foram presos pelo grupo de vigilância de crimes, que ganhou moral na opinião pública após formar equipes de cidadãos para caçar e levar os políticos à justiça.

Jinggoy Estrada, Juan Ponce Enrile e Ramon Revilla Jr. foram indiciados na Suprema Corte da Filipinas (Sandiganbayan, “Advocacia do Povo”). A pilhagem operada pelos senadores foi da ordem de 10 bilhões de pesos filipinos (299 milhões de dólares), no golpe do barril de porco, “pork barrel scam”, como a mídia filipina se refere ao crime.

A notícia desta sexta-feira (06) encoraja o povo das Filipinas a apoiar a organização da sociedade civil VAAC, sigla para Voluntários Contra o Crime e a Corrupção, criada em 1998 para sanar as mazelas sociais do país através da diminuição de roubos de dinheiro público. Assim como o Brasil, as Filipinas são um país difamado no mundo inteiro por seu alto nível de corrupção, definida como endêmica e presente em todos setores da sociedade.

Eis os malandros abaixo:

Cadeia neles!

Foto Jinggoy Estrada: Bob Dungo Jr.
“Me perseguem porque sou sexy”, caçoou o senador filipino Jinggoy Estrada, filho do ex-presidente Joseph Estrada, conhecido como Erap. Erap é um apelido que faz lusão à palavra “pera”, dinheiro, em Tagalog.

 

Juan Ponce Enrile disse que poderia mesmo ser colocado na mesma cela com integrantes da guerrilha islâmica Abu Sayaf, de Mindanao. E que se diz tranquilo de sua inocência.
Juan Ponce Enrile disse que poderia mesmo ser colocado na mesma cela com integrantes da guerrilha islâmica Abu Sayaf, de Mindanao. E que se diz tranquilo de sua inocência.

 

Tentou pedir a intercedência do Sandiganbayan a seu favor, com vocês, o ator e senador "Bong", Ramon Revilla Jr.
Tentou pedir a intercessão da Suprema Corte Sandiganbayan a seu favor, com vocês, o ator e senador “Bong”, Ramon Revilla Jr.

Reprodução: primeira página do jornal The Inquirer de sábado (07).

Foto Jinggoy Estrada: Bob Dungo Jr.

Foto Juan Ponce Enrile: Balita Pinoy

Foto Ramon Revilla Jr.: Manila Times

China encurrala Filipinas até por dentro

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Uma guerrilha insurgente posicionada no coração das Filipinas. NPA, sigla para National People’s Army, é um exército comunista financiado clandestinamente pelo governo comunista chinês levando a cabo um tipo de movimento comunista imperialista no Sudeste asiático.

Policiais corruptos estão envolvidos, mostra recente reportagem do diário filipino Inquirer. Ao mesmo tempo, o governo de Aquino denuncia movimento de navios chineses em torno de recifes disputados, como reportou o New York Times.

 

Filipinas: impounded both within and outside by China

An insurgent guerrilla positioned at the heart of the Philippines. NPA is a communist army unofficially financed by China communist government carrying on some sort of international communism imperialist movement in Southest Asia.

Corrupted policemen are involved, shows reportage of Inquirer, a  filipino newspaper. In the meantime, Aquino’s government denounces chinese ship movement around disputed reefs, as reported the New York Times.

 

Links:
Inquirer: http://newsinfo.inquirer.net/609044/1000-firearms-sold-to-npa-with-unwitting-aid-of-top-cops#ixzz33oHr56Vl
NYT: http://www.nytimes.com/2014/06/06/world/asia/philippines-reports-chinese-ship-movement-around-disputed-reefs.html?_r=0

A cultura do Vento

Perceba o sopro da Natureza
Abro a janela do meu apartamento à prova de ruídos sonoros para escutar o barulho das ruas e, sobrepondo-se ao som de um ou outro motor e pneus rolando no asfalto, escutei prevalecer o sonar do “fuurin”, antigo ornamento que ressoa ao vento, suave mas intenso,  deste final de Primavera.
Ele é parte das criações de um povo que aprendeu a interagir com a natureza de seu território insular. Anunciando a força dos ventos, o “fuurin” é um simples sino que, balançado pela ventania produz um ressoar metálico cintilante.
A onomatopeia “fuurin, palavra de origem mandarim, note-a pronunciando pausadamente, antecipa a chegada de tufões às donas-de-casa, que apressam-se em recolher roupas do varal e vasos dos jardins.  Esta campanela ao vento é um objeto típico do país dos ventos, o Japão.

Yamato Damashii: o Espírito Japonês

img_0Inazo Nitobe nasceu em Morioka, Japão, em 1862. Foi terceiro filho de Jujiro Nitobe, que pertencia a uma família de Samurais.

Na época do seu nascimento, chegava ao fim a era clássica dos Samurais, guerreiros japoneses a serviço de um senhor feudal, que formavam uma casta militar.

Logo após graduar-se na escola de Agricultura da cidade japonesa de Sapporo, capital da ilha de Hokkaido, às margens do rio Ishikari, realizou viagem de estudos aos Estados Unidos e Alemanha, sendo um dos primeiros japoneses a estudar no Ocidente.

Unindo filosofias e maneiras de ver o mundo do Oriente e do Ocidente, Inazo Nitobe tornou-se uma ponte entre essas duas culturas, sabendo vivenciar o que havia de melhor em cada uma delas. Em sua época, foi um dos mais conhecidos escritores japoneses no Ocidente.

De volta ao Japão, foi professor na Universidade de Tóquio, dedicando-se à modernização da sociedade japonesa, principalmente na implantação de universidades femininas e na integração do Japão com o Ocidente. Muitos de seus alunos tornaram-se figuras proeminentes na sociedade japonesa.

Inazo Nitobe foi Secretário Geral da Liga das Nações, em Genebra, Suíça. Representou o Japão na Conferência de Banff, em 1933, no Canadá. mas adoeceu, vindo a falecer logo depois. Seu livro, Bushido – Alma de Samurai, foi sua maior contribuição ao entendimento do pensamento e da filosofia do Japão.

Os Samurais foram a classe de guerreiros mais famosa do mundo, existindo ininterruptamente por um período de quase 700 anos. No Japão feudal, eram submetidos a um sistema de regras precisas, que culminou no Bushido, código de honra e de disciplina militar, em vigor durante séculos.

O termo Bushido (caminho do guerreiro) só passou a ser usado, verdadeiramente a partir do século XVI. Esse código de honra que preconizava, além da submissão total ao daimyo (senho feudal), a justiça e caridade para com os fracos e os oprimidos, princípios análogos aos da Cavalaria medieval europeia, data do período Kamakura (1192-1333).

O conteúdo filosófico do Bushido sofreu influência das ideias zen-budistas, confucionistas e xintoístas.

Não era a força bruta que tornava esses guerreiros tão incomparáveis e eficientes. Era a filosofia Zen que harmoniza o corpo, a mente e o espírito, fazendo com que a Arte Marcial fosse encarada como um caminho à iluminação, à ética e à sabedoria.

Entretanto, o Samurai além da ética a toda prova, a fidelidade aos objetivos assumidos consigo e com os ideais que jurou defender, deveria ter o máximo de destreza e perfeição no manejo das armas e das técnicas militares que envolvem a próprio corpo.

Estas combinações produziram Mestres das Artes Marciais que eram os melhores guerreiros mas também poetas, calígrafos, pintores, enfim, artistas que conseguiam expressar toda sua sensibilidade.

[do livro Bushido-Alma de Samurai (Tahyu)]

 

Lembranças da Tailândia

Caverna Khao Luang, em Petchaburi, há duas horas e meia de Bangkok.
Caverna Khao Luang, em Petchaburi, há duas horas e meia de Bangkok.

Brasileiros que vivem no Japão são viajantes por destino. A epopeia de nossos antepassados ao Brasil, a mudança repentina, a experiência de recomeçar a vida numa realidade completamente diferente  nos leva a querer sempre mais. Quem nunca se aventurou pelos belíssimos destinos da Ásia precisa conhecer a hospitalidade e a alegria do povo simples do sudeste asiático.

Destino romântico, a Tailândia é uma monarquia, assim como o Japão e como fora o Brasil em outros tempos. Os  sorrisos do povo do reino do Sião nos encantam desde o aeroporto de Suvarnabhumi até o mais remoto vilarejo. Um povo que sorri mesmo nas adversidades. É assim no presente. Em  Outubro de 2011 as chuvas de monção encheram o rio Chao Phraya que inundou parte de Bangkok, numa severa enchente. Foi no passado  e será no futuro.

O povo budista de um reino jamais conquistado ganha nosso respeito ao menor contato. Sua positividade e capacidade de enfrentar desafios revigoram a alma dos viajantes que por lá passam. Em 2013 foram 26 milhões os turistas estrangeiros que visitaram o país. Bangkok se tornou um hub para outros destinos da Ásia. Em 2013 a revista Times identificou a capital tailandesa como a cidade mais visitada do mundo no Índice Global de Cidades Destino.

Sem dúvida, além do elemento humano, o clima é o principal atrativo. É sempre Verão na Tailândia e todo dia é dia de festa. Seu belíssimo litoral é bem cuidado pelos comerciantes nativos. Pudera, o turismo é o motor da economia do país.

“Kapun krap”, juntam as palmas das mãos e as elevam à altura dos rostos. Assim agradecem os tailandeses, sendo que as mulheres pronunciam diferente. A língua tailandesa e sua escrita única parecem difíceis a princípio mas dominá-la não é necessário para uma agradável estadia. No entanto, os amantes da linguística, como eu, têm nesta língua da família lingüística Kradai, do sul da China, austroasiática, austronésia e sino-tibetana, outro ponto de interesse.

Assim como no Japão, sentimos a metafísica espiritual, com estátuas que remetem a deuses e mitologia própria, por todo o lugar. Templos têm arquitetura única e cores fantásticas. Fazem parte de uma paisagem que mistura natureza, religião e ordem.

Sim, ordem. O comércio tailândes não vende bebidas alcoólicas no meio da tarde. Lojas de conveniência seguem a orientação do governo e o comércio de álcool a partir de meia-noite até as sete da manhã foi suspenso.

Então, atenção bebedores. Você só pode comprar seus drinks das sete da manhã às duas da tarde. À noite a venda recomeça das sete até a meia-noite. Esta lei vale apenas para lojas e supermercados. Restaurantes e discotecas são exceção.

[Continua]

 

Policial rouba 300 milhões sem disparar um tiro em Tóquio – há 45 anos

sanokuenjikenConhecido como “san okuen no jiken”, o caso do roubo de 300 milhões de ienes completa 45 anos hoje. Este será o tema de uma série que a rede de tevê Asahi exibirá em Janeiro de 2014.

Na manhã do dia 10 de Dezembro de 1968, quatro funcionários do Banco Nihon Shintaku transportavam duzentos e noventa e quatro milhões trezentos e sete mil e quinhentos (JPY 294.307.500) ienes, o equivalente a USD 817.570, na taxa cambial de 1968) no cofre de um carro da empresa. As caixas de metal continham os bônus de fim-de-ano para funcionários da fábrica Toshiba Fuchu. Eles foram parados por um oficial jovem e uniformizado, em sua moto de patrulha.

O policial informou-os que a casa do gerente da agência em que trabalhavam tinha sido explodida e a polícia recebeu aviso de que havia dinamite naquele carro forte. Os quatro funcionários saíram do veículo blindado enquanto o policial adentrou o carro para localizar a bomba. Momentos depois, os quatro perceberam fumaça e chamas embaixo do carro quando o policial deixou o interior do veículo gritando que este iria explodir. Quando os funcionários correram para o muro da prisão em frente a qual acontecia toda a cena, o policial entrou no carro e evadiu-se, dirigindo.

Agosto e a chuva de meteoros

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Nas primeiras horas de hoje, dia 13 de Agosto, no Japão, será possível observar um espetáculo celeste.

Segundo o Observatório Astronômico Nacional, a partir da meia-noite é possível contemplar mais de 50 estrelas cadentes por hora.

As estrelas cadentes são corpos celestes que se encandeiam quando, em alta velocidade, encontram a atmosfera do planeta Terra.

Anualmente a chuva de meteoros de Perseu tem seu auge no mês de Agosto.

Ao contrário de eclipses, o fenômeno celeste é melhor visualizado a olho nu. Os melhores locais são praias sem iluminação e acampamentos em montanhas. Basta ficar atento no céu à Nordeste.

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Imigração Japonesa deporta 75 Filipinos

Entre mulheres, homens e crianças, 75 cidadãos filipinos foram deportados ontem, dia 9 de Julho, informou o noticiário da rede de TV Filipina GMA.

Eles se encontravam detidos temporariamente nas cadeias de Bureau de Imigração das principais cidades japonesas, como Nagoia (foto) e Tóquio.

A permanência ilegal é a infraçāo mais cometida pelos Filipinos, atualmente a terceira maior comunidade estrangeira dentro do Japão, atrás dos coreanos e chineses.

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Panasonic enfurece redes de TV japonesa

Lançamento da Panasonic permite escolha entre as redes de TV tradicionais e canais da internet no televisor.

app-homeSmart Viera. Uma nova geração de televisores permite aos canais de tevê pela internet tornarem-se conhecidos pela grande massa, competindo em igual condição por anúncios comerciais. O lançamento irritou as redes de difusão presentes no Japão.

Asahi, Fuji, TBS, e outras gigantes da mídia audiovisual desejam que a Panasonic altere o novo televisor de modo que seus programas apareçam primeiro quando o aparelho for ligado. Segundo a versão online do jornal Yomiuri, todas as redes de televisão recusaram-se a veicular anúncios do lançamento da Panasonic [].

É que a partir dessa inovação, os telespectadores poderão confrontar o que as grandes redes de televisão não divulgam – ou distorcem – com o apresentado na internet, como vídeos no Youtube, Vimeo e Niconico.

O poder de optar está revolucionando a teledifusão como jamais experimentamos e a mídia não vê a novidade com bons olhos. A informação mereceu apenas uma nota curta na edição impressa do diário Asahi no dia 7 de Julho.

Agora é o telespectador que, usando seu controle remoto, faz a escolha entre a grande mídia televisiva ou os canais da internet. Além disso, o novo televisor da Panasonic pode ser acionado por um tablet, baixa apps, grava e armazena programas, proporcionando ainda mais facilidade de comparação.

“Este é o início do fim do monopólio de notícias pela grandes redes de televisão”, espera o diretor do canal Sakura do Youtube, Satoru Mizushima.

O grupo a que pertence o canal levou às ruas de Tóquio milhares de manifestantes contra a atuação tendenciosa da mídia japonesa em Outubro de 2012. Apesar da grande proporção dos eventos no centro da capital japonesa, nenhum canal de tevê abordou o assunto.

Já aparecem no Twitter, em Japonês, movimentos em defesa do formato original do aparelho. Esses internautas exaltam a liberdade de escolha do telespectador e são contra a legislação vigente no Japão, que favorece ao monopólio na difusão de informações.

Alguns tuítes falam que isso diminuirá o controle da mente pela grande mídia, porque são as tevês que produzem o formato do controle da opinião pública por outras emissoras de TV e jornais do mundo inteiro. (OH)

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China expressa desejo por Okinawa


“Chegou a hora”, dizem sociólogos chineses e
m artigo no jornal de maior circulação no país comunista 

O arquipélago Ryukyu, uma cadeia de ilhas que vai do Sul de Kyushu até Taiwan, a porta de entrada do Sudeste asiático pelo Oceano Pacífico.
O arquipélago Ryukyu, uma cadeia de ilhas que vai do Sul de Kyushu até Taiwan, a porta de entrada do Sudeste asiático pelo Oceano Pacífico.


Artigo no People’s Daily nesta quarta-feira (08)  inicia exatamente o plano de dominação do Oceano Pacífico que videomakers japoneses alertaram com compartilhamentos no Yutube e Twitter no ano passado. Nos videos, a China começa tomando o arquipélago de Senkaku, depois a cadeia de ilhas Ryukyu, da qual fazem partes as ilhas de Okinawa, que pertence ao Japão, mas abriga a maior base norte-americana na região Ásia-Pacífico.

Em artigo de autoria de Zhang Haipeng e Li Guoqiang, o jornal que é a voz do Partido Comunista Chinês (PCC), afirma numa mídia de massa para a opinião pública chinesa, que “chegou a hora da reconsideração sobre disputas territoriais não resolvidas acerca das ilhas Ryukyu”, informou o website South China Morning Post, na noite após a publicação impressa.

Os autores são professores renomados da Academia Chinesa de Ciências Sociais, considerada o mais importante conselho de intelectuais chineses, comandados pelo Estado. O desejo já era conhecido desde 1971 quando uma comissão da ONU indicou a potencial presença de petróleo no fundo do mar da região.

Desde 2007 a Petrobrás explora petróleo na base off shore de Okinawa,  a Nansei Seikyuu Kabushiki Gaisha, em parceria majoritária com a japonesa Sumitomo.

Republicar material do website yukionews.wordpress.com sem informar seus autores é violação da lei internacional de direitos autorais. Para assegurar sua permissão, por favor, entre em contato conosco.

Quem quer o Japão no TPP?

Tevê NHK mostra cartaz de protesto em Okinawa
A mídia mostra insatisfação dos okinawanos com a presença norte-americana em seu arquipélago. Entre os manifestantes, no entanto, as opiniões divergem. (Imagem: Reuters)

Jornalista conservador, em 1974, Gary Allen denunciou em seu livro-dossiê “The Rockefeller File” o que seria a elite ao redor da super rica dinastia Rockefeller, na época dos irmãos John D. e o vice-presidente dos EUA, Nelson Rockefeller. O Conselho de Relações Exteriores, Council on Foreigner Relations (CFN, na sigla em Inglês) é uma organização baseada em Nova Iorque, atualmente chamado de “think tank”, com site na internet e influência total na mídia de massa ao redor do mundo.

O Conselho dividiu o mundo para controlar as duas partes. E, não é de agora, planeja internacionalizá-lo, criando o governo mundial. Mas para esse plano ter sucesso, as barreiras econômicas, fronteiras políticas, diferenças culturais, além dos sentimentos nacionais de cada povo precisam ser enfraquecidos. É por isso que a mídia mundial, depois da 2ªGM, passou a demonizar todo tipo de nacionalismo, identificando-os com a o Terceiro Reich, a Alemanha de Adolf Hitler.

Na Ásia, com uma guerra ocorrendo na península coreana, a Guerra da Coreia em 1950, e o país sob custódia do quartel general das forças de ocupação (general head quarter, GHQ na sigla em Inglês), o Japão viveu anos decisivos de 1945 até 1952. Conhecido pelo “milagre econômico”, o período pós-guerra ainda tem questões a serem resolvidas entre o governo da sociedade japonesa e os países que participaram da ocupação.

No “sengo“, ou seja, pós-guerra, três gerações de japoneses foram submetidas à propaganda utilizada para que o plano de internacionalização fosse bem sucedido no país.  O modo como o Japão mudou é conhecido de milhares de brasileiros com ascendência japonesa residentes no arquipélago. O comportamento do povo mudou em relação ao tempo em que seus avós foram educados.

Mal entendimento da própria História, desinteresse em política, suicídios, adoração pelo mundo e padrões ocidentais. São indícios de perda da identidade nacional japonesa, conceito que sua mídia principal, rede estatal NHK, relaciona com nacionalismo, como visto, um sentimento contrário aos interesses do almejado governo mundial.

Foi nesse contexto que o gabinete do primeiro-ministro eleito em dezembro de 2012, Shinzo Abe do Partido Liberal Democrata (PLD), partido no poder na maior parte do período pós-guerra que, pela primeira vez num feriado de Golden Week foi instituído o dia da lembrança da restauração da soberania nacional (Shuken Kaifuku Kinen Bi), 28 de Abril.

A maior cartada contra o governo mundial, em defesa das liberdades e tradições nacionais de cada povo deve ser dada do âmbito da Organização Mundial do Comércio. O premiê Shinzo Abe já concordou em participar das conversações sobre o tratado de livre comércio TPP (Trans-Pacific Partnership), a partir do qual, outra vez fatores externos podem levar à mudanças forçadas dentro do Japão.

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Para NHK heróis japoneses da Segunda Guerra são “criminosos”

Após a batalha, chineses que abominaram as façanhas ruins do exército chinês na cidade aplaudem o exército japonês. Esta foto mostra soldados japoneses e cidadãos chineses congratulando-se durante a entrada em Nanking, em 17 de Dezembro de 1937, quatro dias antes do final da campanha. Os cidadãos estão com fita branca no braço. É uma bandeira japonesa dada para diferenciá-los dos soldados chineses escondidos, que trajavam à paisana.
Após a batalha, chineses que abominaram as façanhas ruins do exército chinês na cidade aplaudem o exército japonês. Esta foto mostra soldados japoneses e cidadãos chineses congratulando-se durante a entrada em Nanking, em 17 de Dezembro de 1937, quatro dias antes do final da campanha. Os cidadãos estão com fita branca no braço. É uma bandeira japonesa dada para diferenciá-los dos soldados chineses escondidos, que trajavam à paisana.

Seguindo a mesma linha editorial anti-japonesa há 67 anos, a rede de TV e internet NHK publicou uma notícia sobre a visita da comitiva de 170 parlamentares japoneses ao templo de Yasukuni, em Tóquio, na qual se referiu com a palavra “criminosos” aos 14 militares japoneses executados no dia 23 de Dezembro de 1945, após serem condenados no Tribunal de Tóquio, durante a Segunda Guerra Mundial.

A matéria contendo a palavra ofensiva ficou online por algum tempo ao longo do dia na versão em Língua Portuguesa do portal NHK World. O texto foi compartilhado aos usuários do Facebook pela fanpage de uma empreiteira, mas foi removida do ar horas depois pelos gestores do conteúdo da NHK.

Como de praxe na pequena mídia comunitária dos brasileiros no Japão, numa avalanche de informações não-validadas, mais tarde foi a vez do site da empreiteira publicar uma “matéria explicativa”, citando como fonte das informações blog de brasileiro residente no Japão e a Wikipédia, cujo conteúdo, de elaboração colaborativa e aberto para constantes edições, tem deficit em credibilidade.

Em sua “explicação”, a empreiteira condenou o patriotismo japonês, usando o termo “nacionalismo”, que ganhou conotação pejorativa no universo esquerdista da mídia japonesa e ocidental. Os acampamentos do exército japonês na Ásia se transformaram em “colonialismo”. O texto foi escrito com base nas informações correntes na grande mídia e afirma que coreanos e chineses “foram massacrados e violados pelo exército japonês”.

O fake de Nanking – Desfazer a lavagem cerebral perpetuada há 67 anos dentro da mídia, universidades e escolas do Japão vai levar, em hipótese positiva, pelo menos duas gerações. O GHQ, quartel general das forças de ocupação constituído por russos e norte-americanos, implementou a tática de guerra de informação para derrotar o povo japonês que, mesmo com a rendição de seus governantes, considerava-se vencedor da grande guerra.

Para este objetivo, o GHQ esteve presente durante seis anos e sete meses no Japão, eliminando todos os focos de orgulho nipônico. Assim como diz a lenda, os árabes atearam fogo à biblioteca de Alexandria, os Aliados eliminaram todos os livros de História, reeditando-os e contando sua versão da História do Japão. Fizeram o mesmo com a Constituição do Japão, um país democrático já naquela época.

Um episódio exemplar é a entrada das tropas japonesas na cidade chinesa de Nanquim. Os soldados foram aplaudidos como salvadores por cidadãos da verdadeira pátria chinesa nas ruas da cidade. As tropas estavam estacionados na Manchúria, naquela época o estado independente Manchukuo, recém libertado da ameaça vermelha da Rússia derrotada em 1905.

Dentro da China, o exército do Partido Nacionalista de Chiang Kai Shek era ferozmente combatido pelos exércitos particulares de líderes regionais do Partido Comunista Chinês, braço ideológico da União Soviética na internacionalização do comunismo. Somando as marchas do exército vermelho, as vítimas de armistícios entre comunistas e comunistas, comunistas contra nacionalistas e a repressão de ambos exércitos contra civís, a China tinha mais cadáveres do que bodes espiatórios para condenar.

Na noite da magnífica chegada dos japoneses à Nanking um agente chinês a serviço da KGB coordenou o sequestro de um soldado japonês, acusando-o de um crime. A falsa acusação elevou a importância da situação e atraiu o exército japonês para o Sul. Abrindo o caminho para os soviéticos do revolucionário Lênin, do ditador Stálin e do “traidor” Trótski alcançarem a península coreana.

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Os “índios” que prosperaram

O Museu de História natural de Yokohama foi construído próximo ao sítio arqueológico da cidade, onde  moradias pré-históricas foram reconstruídas sobre suas ruínas de 4 mil anos atrás. Em seu livro Japão História e Presente, José Yamashiro relata a presença humana no arquipélago há 240 mil anos.
O Museu de História natural de Yokohama foi construído próximo ao sítio arqueológico da cidade, onde moradias pré-históricas foram reconstruídas sobre suas ruínas de 4 mil anos atrás. Em seu livro Japão História e Presente, José Yamashiro relata a presença humana no arquipélago há 240 mil anos.

O termo “índio” é um topônimo, substantivo derivado da localidade “Índia”, país da Ásia, herdeiro da civilização dos rios Indu e Ganges, berço de algumas das culturas mais antigas da Humanidade. Os povos autóctones da América, então um “novo mundo” para a exploração mercantilista, foram chamados de “índios” pelos navegantes ibéricos que, é dito, os confundiram com populares indonésios das ilhas do tempero do sudeste asiático.

Ainda no estágio da coleta de alimentos ou agricultura simples, estes povos nativos assistiram à invasão de seus territórios. Em desvantagem tecnológica, desprovidos de organização militar ou armas para defesa, as civilizações pré-colombianas dos incas, astecas, maias e milhares de nações indígenas da América e Oceania foram facilmente dominadas, em seguida escravizadas e completamente dizimadas pelas potências europeias, primeiro a Espanha, depois a Inglaterra.

Nos territórios que hoje são os Estados Unidos, a Austrália e o Brasil, atualmente o que resta dos seus povos nativos são apenas lendas e pesquisas antropológicas e, no Brasil, um cínico feriado nacional em sua homenagem, o dia 19 de Abril.

Como seria a hipótese de um destes povos nativos de sua terra ficasse isolado do contato com a barbárie europeia?

Essa foi a sorte que teve o Japão. E, assim como na Idade Média europeia, as disputas políticas entre os diferentes feudos propiciou progresso militar e desenvolvimento de artes marciais como a esgrima, códigos de ética e, mais tarde, com o total fechamento do país, o desenvolvimento interno elevou a vida dentro da sociedade japonesa do período Edo ao estado de arte.

O termo nação é erroneamente utilizado como mero sinônimo de país. Na verdade, sob a égide da mesma família imperial há quase 2700 anos, o Japão é a única nação do primeiro mundo. Uma monarquia parlamentarista frente a frente ao momento mais decisivo de sua história: o fim do período pós-guerra, quando as potências europeias tentaram destruí-la, física e moralmente. Um povo que compartilha o território como uma grande família, com honra ao mérito e pouquíssima corrupção.

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Japoneses denunciam relação entre TV NHK e China

As informações a seguir são de uma matéria de minha autoria, publicada no final de Outubro de 2012 em dois websites. Um deles, saiu do ar por falta de anunciantes. Outro, da comunidade brasileira no Japão, misteriosamente retirou o conteúdo da rede. Trata-se da única matéria em Língua Portuguesa mostrando a verdadeira face da rede NHK e precisa estar disponível para consulta.

hannichimedia
No final do ano de 2012 o grupo Ganbare Nippon realizou muitas demonstrações da indignação do povo japonês para com a mídia do país.

No dia 27 de outubro de 2013, japoneses buscaram alertar a população sobre as distorções e omissões da rede pública de difusão NHK em frente à sua sede em Shibuya, centro de Tóquio. Foi o quinto ato do movimento de denúncia da mídia do país organizado pelo grupo Ganbare Nippon naquele mês

Os manifestantes são jovens conservadores, homens com trajes sóbrios e senhoras de quimono portando o hinomaru, a bandeira do país. Nenhuma nota foi registrada na grande mídia.

Informações omitidas
Um dos cartazes da manifestação diz: “não reportando os testes nucleares e termonucleares realizadas pela China na “Rota da Seda” (Ásia Central), a NHK expôs turistas japoneses à radiação”.

Segundo relatório do parlamento europeu, em testes realizados no Turquestão Oriental (Xianjiang), o governo chinês matou pelo menos 200 mil uigures, povo natural da região. Além disso, outros 1,5 milhões foram contaminados com material radioativo entre 1964 e 1996.

“Mas o Partido Comunista Chinês afirma que nada aconteceu”, declara o Dr. Enver Tohti, um dos relatores do estudo europeu. A versão comunista é justamente a que tem sido transmitida à população japonesa durante todos esses anos pela NHK.

Além disso, de acordo com Mizushima, a NHK praticamente não tem reportado o genocídio no Tibete.

“Enquanto rede pública de difusão, a NHK deveria transmitir informações corretas para o público, incluindo as crianças. Há quinze anos me empenho para que isso aconteça, mas lamentavelmente a NHK continua a mesma”, diz Yoshiko Matsuura, vereadora de Tóquio pelo distrito de Suginami.

“De modo algum devemos pagar para assistir a programas desse nível”, afirma Oyama Kazunobu, pesquisador de mídia da Universidade de Kanagawa, que afirma não pagar a taxa que a emissora estatal cobra dos usuários.

Por sua vez, Eiji Kosaka, vereador de Tóquio pelo distrito de Arakawa, afirma que “só o fato de a NHK se concentrar nos supostos perigos do Osprey em Okinawa, demonstra que ela não é uma rede de difusão japonesa. Não há motivo para pagar a NHK”. O vereador não assiste à NHK e também não paga a taxa – que não é obrigatória.

“Hoje estamos na era da guerra através de informações, tornou-se impraticável usar a força militar imediatamente. Mentiras e demonstrações, como as produzidas recentemente em toda a China, são usadas para desinformar e, com consentimento do adversário, obter os espólios visados”, afirma em discurso o ex-comandante da força aérea japonesa Toshio Tamogami.

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Japão lembra data da restauração da soberania no dia 28 de Abril

Restauracao da Soberania

Você sabia que o Japão é um dos poucos países livres de invasões em sua História, não é? Há mais de 10 mil anos povos de diversos locais da Ásia migram para o arquipélago no extremo oriente, com a finalidade de habitá-lo. Em alguns momentos povos belicosos como os mongóis de Kublai Khan tentaram uma invasão violenta, mas foram detidos pelo vento sagrado (kamikase).

Mas a história de soberania nacional teve uma curta exceção. De 14 de Agosto de 1945, data da rendição na 2a Guerra, até 28 de Abril de 1952, seguindo o Tratado de São Francisco, assinado meses antes, em 8 de setembro de 1951, o Japão voltou a ser um país soberano. No entanto após esse período fugaz na milenar História nipônica, 67 anos se passaram e consequências ruins para a sociedade ainda perduram.

O quartel general das forças de ocupação (GHQ) foi retirado de Tóquio e o país pode voltar ao desenvolvimento. Porém, no período citado, importantes setores da sociedade, as universidades, os educadores e a mídia de massa sofreram extrema censura e reorientação ideológica.

A indústria da lavagem cerebral contratou cinco mil funcionários entre japoneses que falavam Inglês na época. Em troca de um excelente salário, os censores pré-publicação  tinham a obrigação de manter segredo sobre suas operações. Atuavam obedecendo ordens do escritório de informação do GHQ.

Nada que enaltecesse o Japão podia ser publicado. Nada de positivo sobre o Imperador. Nem mesmo sobre os japoneses que lutaram na Ásia contra forças russas, nos céus do Oceano Pacífico contra norte-americanos e nas ruas de Tóquio e principais cidades, protegendo famílias contra ataques covardes à população civil.

No dia seguinte à rendição do Japão o jornal Asahi publica um editorial com o objetivo de manter o moral elevado do povo japonês, mesmo com todas atrocidades que estavam sofrendo. Pouco tempo depois este jornal foi invadido e uma séria intervenção o transformou no principal veículo de propaganda anti-japonesa dentro da mídia japonesa no período pós-guerra, que ainda não acabou. Afinal, naquela época não havia internet. 

Dessa forma, a cada dia 28 de Abril, os dias sob opressão e controle do pensamento devem ser lembrados por cada japonês e mesmo por seus descendentes em outros países do mundo.

Vocabulário
Restauração da Soberania: 主権復活 しゅうけんふっかつ
Vento Sagrado: 神風 かみかぜ (também os pilotos japoneses na Segunda Guerra)
Censura (pré-publicação) 事前検閲 じぜんけんえつ

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